OS PAIS DE DOIS (OU MAIS) SÃO COLOCADOS À PROVA O TEMPO INTEIRO!

Mesmo que de forma inconsciente, é preciso saber que:

Os filhos estão comparando o tratamento que eles recebem, com o que é dado para as outras crianças, TODO o tempo.

Mesmo sem sequer saber o significado completo da palavra ciúmes!

Como já disse antes, o ciúmes é um comportamento instintivo do ser humano.

Nasce conosco e pode ser super alimentado pelo que acontece ao nosso redor, à medida que crescemos, OU ser um sentimento reconhecido, compreendido e controlado.

Nosso desafio como adultos?

Trocarmos as ações que ao invés de reconhecer o sentimento, apenas corrigem o comportamento da criança, sem “abraçar” como ela está se sentindo.

Entenda que todo o comportamento se origina de um sentimento, que é a grande raiz do problema.

Portanto, ao olharmos apenas para o comportamento, remediamos a situação mas não curamos a “doença”.

O que fará com que ela continue se desenvolvendo e piorando a cada dia que passa.

Por isso, proponho que façamos juntas o seguinte exercício:

Assista ao vídeo e analise friamente, você vem lidando com seu filho ou filha de forma a reconhecer e abraçar o que ele está sentindo?

Você viu como mesmo sem querer, às vezes, nos descuidamos e ignoramos completamente o que nossa criança está sentindo?

Isso é HÁBITO e levará certo tempo para ser adquirido.

Mas nossa dica e missão número 1 é abrir os olhos para essa questão (que só alimenta o ciúmes) e continuar praticando ativamente, todos os dias!

Qualquer mudança importante, começa assim. Com a observação do que está de fato acontecendo hoje, identificando o que pode melhorar!

Anotado? ✅

Ótimo.

Então vamos para as próximas técnicas contra o ciúmes:

VALORIZE O FATO DA CRIANÇA SE ABRIR PRA VOCÊ

Só para ilustrar melhor, tome esse cenário como exemplo:

Ana está gravidíssima e o momento de receber o segundo filho se aproxima.

As costas doem e os pés estão parecendo dois pãezinhos, de tão inchados.

A ansiedade de conhecer um novo rostinho cresce a cada dia, enquanto ela tenta conciliar as milhares de coisas que tem pra fazer.

Eis que um “belo” dia, Henrique, seu filho mais velho, solta um comentário estridente e sai correndo pela porta do quarto, ao vê-la dobrando as roupinhas do irmão na barriga, enquanto conversa sobre sua chegada com o marido:

- “Eu ODEIO o bebê!” 💔

Ana rapidamente sente o coração apertar, enquanto chama pela criança que foi se esconder em prantos. Ricardo, o pai, sai correndo atrás esbravejando:

- “Filho, você sabe que não pode falar assim!”

E pronto, em um momento de explosão do filho mais velho (que claramente vinha sentindo-se péssimo com os preparativos para a chegada do irmão) uma memória triste e rancorosa acabou de ser registrada na cabeça de todos.

Como mães, nós conseguimos imaginar claramente a cena e sentir o quando esse cenário pode doer e preocupar!

Mas tomando como base esse cenário recriado, à partir da experiência de uma de minhas alunas...

...vamos aplicar a Técnica de:

Ao invés de dizer, por impulso, algo parecido com o que o Ricardo disse:

- “NÃO filho, você não odeia o bebê. Você o ama, não pode dizer isso!”

Poderíamos trocar pela seguinte fala (enquanto ficamos de joelhos na mesma altura da criança, para olhar nos olhos):

- “Olha filho, eu quero que saiba que nós gostamos muito quando você diz o que sente, porque o que você sente é muito importante pra a mamãe e pro papai.”

(Reconheça o sentimento e Valorize o fato da criança se abrir pra você)

- “Mas Henrique, será que você está dizendo isso porque você está achando que nós vamos dar mais atenção para o bebê do que pra você?”

(Tente identificar o motivo do ciúme)

- “Então vamos combinar uma coisa, filho? Quando você se sentir assim, você vai me falar e a mamãe e o papai vão arrumar mais tempo para você, combinado?”

(Busque uma solução)

Você concorda que dessa forma a criança se sentirá abraçada e terá mais calma em seu coraçãozinho?

É claro que esse é apenas um exemplo e nossa vida não é uma “receita de bolo”.

Mas se entender e praticar o raciocínio por trás dessa técnica, poderá acalmar o ciúme da sua criança com a presença do novo irmão ou irmã em casa.

Porque seu filho sentirá que tem as portas abertas para sempre dizer o que está sentindo pra você.

Por isso é tão importante também, ajudar a criança a nomear o que está sentindo…

Que é exatamente o que eu vou te ajudar a fazer na página seguinte!

Achou que as dicas foram úteis até aqui? Então continue seguindo aqui comigo, para descobrir mais…