“Mas Karlinha, de onde vem tanta briga?”

Já cheguei a pensar que o negócio é ganhar na “Loteria Genética”...!

Sei que é super comum pensarmos assim:

Que no final das contas pode ter haver com genética! “Afinal, eu era assim, meu pai era assim...ou qualquer outro parente de sangue também era “briguento” assim.”

Mas sendo bem direta e clara sobre o assunto:

A resposta é: NÃO.

O comportamento que te irrita nas crianças, não tem haver com ter ”perdido na Loteria Genética”.

A Epigenética (que é o estudo da Genética em associação com o Ambiente), já tentou encontrar, por diversas vezes, o gene do mau comportamento mas até hoje não obteve sucesso…

Ok? Tenha isso em mente.

Agora, o que sim, está provado por A + B é que:

Nós já sabemos que os frutos que uma planta vai dar, dependem do ambiente onde ela está inserida.

Tem adubo suficiente? Água? Sol? Pouca terra ou muita terra?

Esses são fatores determinantes para dizer que tipo de frutos toda a planta vai dar.

Portanto: Os frutos que essa planta vai dar, dependem quase unicamente, do ambiente onde ela está inserida!

E com os nossos filhos é a MESMA coisa!

O que nos leva às próximas perguntas de reflexão:

❓🤔 Como está o ambiente aí na sua casa?

Será que mesmo sem querer, os adultos ao redor, não:

❓🤔 Defendem uma das crianças? Comparam? Colocam rótulos? Ignoram sentimentos?

Queridos... Infelizmente, tudo isso pode ser MUITO prejudicial!

E te faço aqui essas perguntas, não para colocar o dedo na ferida e te machucar.

Mas para fazer o meu trabalho como especialista e levar você a pensar e perceber pequenas coisas que acontecem, que talvez estejam “passando batidas” durante o dia a dia corrido…

Qualquer mudança importante, começa assim. Com a observação do que está de fato acontecendo hoje, identificando o que pode melhorar!

Para ajudar você a entender e sentir ainda mais forte, de maneira natural, os mesmos sentimentos que as suas crianças podem estar sentindo, eu preparei duas coisas:

01.
Antes de mais nada é importante que você saiba que os nossos comportamentos têm a ver com o que sentimos!!

Eu proponho aqui, que você pense no seu cônjuge, ou em alguma pessoa que divida a vida com você...

Quando ele/ela te trata mal ou só quer ficar no celular, na televisão, no videogame, e acaba por não assumir algumas, das muitas atividades que precisamos fazer com as crianças…

O que você sente?

Tudo de RUIM, não é? Decepção, raiva, indiferença…

Nossa reação instintiva não é lidar com isso fazendo um carinho e tratando a pessoa com amor...

Afinal, ele/ela te machucou, você está com raiva e portanto sente que precisa ignorá-lo ou machucar, como foi machucada.

(Mesmo sabendo que essa não seja a decisão mais correta ou madura a se fazer!)

Porque nós humanos somos PURA EMOÇÃO! E ser racional o tempo todo é quase impossível…

Então, anote isso aí:

Nossas atitudes têm a ver com o que estamos SENTINDO!

Seus filhos estão agindo mal um com o outro? Implicam, brigam, batem?

Então imagine só o que será que estão sentindo um pelo outro...

Olhar apenas para o comportamento, quando na verdade deveríamos olhar o sentimento da criança, é um dos principais erros que nós adultos, cometemos diariamente com os pequenos!

Seja porque estamos cansados, com a paciência esgotada…

Ou mesmo, porque ainda não aprendemos como é possível, no calor do momento, dar um passo para trás e enxergar o que está por trás da atitude da criança, gritando para ser vista e ouvida, de verdade.

E é justamente ISSO, que eu ensino há anos e venho praticando todos os dias com os meus meninos: O Edu e o Guto.

Porque sim, não basta saber os fundamentos, mas é preciso TREINO diário para transformar a forma como tratamos nossos filhos, em hábitos mais sensatos e compreensíveis.

Quando implementamos um passo a passo, para olharmos sempre primeiro para o sentimento, aí sim nós sempre trataremos a origem do problema.

Evitando que as emoções reprimidas dos nossos filhos se transformem em bolas de neve que explodem em birras, choros, brigas e mordidas, repetidas vezes!

“Ok, Karlinha. Legal!
Qual o segredo então, para criar as minhas crianças de forma que saibam se relacionar?”

Eu sempre defenderei a máxima que conhecimento é a CHAVE DE OURO!

E só de você estar aqui, lendo essa carta, buscando ser um adulto melhor para s suas crianças, já está na frente da maioria dos pais que sabem que precisam de ajuda e sabem que precisam se informar mais à respeito…

Mas nunca encontram tempo para estudar informação de qualidade. Ou pior: São orgulhosos demais, para sequer admitirem que precisam de ajuda com a educação dos filhos!

Por isso, eu te dou os sinceros PARABÉNS, por estar aqui.

Você venceu essas duas barreiras e eu te reconheço profundamente, por isso.

Só quem é responsável pela criação de outros seres humanos sabe o quanto essa tarefa é absurdamente difícil!

E é por isso que eu dedico a minha vida a ajudar outras pessoas a tornar esse desafio mais leve e satisfatório, ao longo da jornada.

É por isso também, que você deve prestar atenção no próximo tópico a seguir:

Nós não queremos obrigar as crianças a se gostarem ou a compartilhar. Descobrir quem está errado ou quem é o culpado, não interessa!

Sim, eu sei que é contra intuitivo.

Mas o nosso objetivo em cada briga, deve ser o de ensinar as nossas crianças a como se relacionar, para que eles aprendam a se respeitar, terem empatia e ouvir o outro.

Não a apontar dedos, fazer julgamentos e sentir-se superior ou inferior a ninguém!

E cá entre nós? Se vocês acham que os meus filhos não brigam... Acredite: Brigam SIM!

Mas entenda, o nosso objetivo não é eliminar todas as brigas, mas aproveitar esses momentos para gerar em nossas crianças habilidades de inteligência social e emocional!

Habilidades que eles irão utilizar para sempre, em seus relacionamentos!

Se nós soubermos exatamente como plantar e cultivar essa sementinhas, através de ações, dentro das crianças.

E na próxima página, eu vou te mostrar de forma prática como fazer isso, dia a dia!